sábado, 10 de outubro de 2009

Vem...

"Segura minha mão, ...
que tenho medo e estou só.
Cansei, ... de fingir coragem, sou frágil.
Segura minha mão.
A noite engole meu riso e
as lágrimas podem correr livres,
É tão mansa a noite, tão amável e companheira.
Vem comigo, ... que estou só, mas vem agora,
No instante em que a noite me permite
confessar meus medos.
Vem antes que o riso volte à minha boca
e ela finja ser o que não sou e a todos engane.
Vem, ... segura minha mão e fita-me nos olhos que,
eu de ti, não fugirei agora.
Mas nada posso prometer, ...
depois que o sol engulir a lua
E eu for novamente aquela que todos veem,
a que tem as mãos vazias das tuas."

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