domingo, 31 de janeiro de 2010

Volúpia


Quebra este silêncio que me atormenta
sussurra-me teus desejos
invade-me com tua fala
penetra-me com tua poesia
eu te permito
eu te convido
eu te envoco.
Faz de mim tua folha em branco
e me transforma em letras e sonhos
escreve em mim tua história
e através de tua caneta
imortaliza minha alma
me faz explicita
até que nada mais fale
nada mais cale
nada mais falte
nada mais sobre
corpos exaustos
caneta sem tinta
todo o espaço preenchido
por letras e sussurros...
... só então
deixa que o silêncio invada
Este silêncio que nada mais é
que o som da nossa volúpia...
(Ariane - voodeariane.blogspot.com)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Música



"Tu és música, enquanto a música dura..."

Casa Suspeita

"... Talvez eu quisesse ser teu lado mais bonito
a parte da tua história mais repleta, plena
a coisa certa
de uma forma tão serena, tão doce
mas que ao mesmo tempo fosse
selvagem e obscena... "
(Bruna Lombardi)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cantada (Depois de ter você)

" Depois de ter você...
Pra que querer saber
Que horas são
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra quê, que é serve a uma canção
Como essa...
Depois de ter você
Poetas para que
Os Deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas
Para que servem as ruas?
Depois de ter você..."

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Beleza

Eu sou bela, ó mortais! como um sonho de pedra,
E meu seio, onde todos vem buscar a dor,
É feito para o poeta inspirar esse amor
Mudo e eterno que no ermo da matéria medra.
No azul, qual uma esfinge, eu reino indecifrada;
Conjugo o alvor do cisne a um coração de neve;
Odeio o movimento e a linha que o descreve,
E nunca choro nem jamais sorrio a nada.
Os poetas, diante do meu gesto de eloquência,
Aos das estátutas mais altivas semelhantes,
Terminarão seus dias sob o pó da ciência;
Pois que disponho, para tais dóceis amantes,
De um puro espelho que idealiza a realidade,
O olhar, meu largo olhar de eterna claridade!
(Charles Baudelaire)

sábado, 2 de janeiro de 2010

" Quando a luz se apaga
(para nossa festa...)
minha chama se oferece
ao secreto pedido...
Num meio sorriso,
você sopra as velas
do barco do tempo
e, mar a dentro,
me navega..."