terça-feira, 31 de agosto de 2010

Foi...

"Estou pronta
acabaram-se todas as reservas
está tudo tomado de um frio não calculado
o que vejo daqui é pura dormência,
ausências e silêncios.
Só esse verso triste me acompanha,
essa rima que teima em bater,
eu e o não.
Já não dói mais,
doer é vida...
Não mais existo
foi em ti
o meu único e último desistir."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sutilmente...

"... E quando estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti..."
(Música do Skank)

sábado, 12 de junho de 2010

Quisera...

Quisera ter o poder das letras,
que numa poesia arrebatadora,
pudesse, somente como nos sonhos,
encerrar este estado de coisas,
estado de espírito,
apagão da alma,
embargando emoções,
cativando...
Tudo o que eu queria...
(AC Rangel)

sábado, 5 de junho de 2010

O Homem Que Eu Amo...


O homem
que eu amo
será imenso
em silêncios
e lacuna.
Um quê
de menino
no olhar
nem sempre
inocente.
Nos olhos,
há de carregar
todas as luas,
e sua língua
há de pingar
estrelas
no céu
da minha boca.
Há de ser
doce e rude
quando
me tomar.
Trará muito
de sol
e um tanto
de chuva.
Feita
de pedra,
de água
e de luz,
a sua essência.
Um sabor
de fruta
madura
quando
seu sumo
escorrer
entre
meus dentes.
Outonal,
mas carregará
em si verões
e floridas primaveras.
O homem
que eu amo
há de vir.
Há de retomar
os passos
e me resgatar
da espera.
(Míriam Monteiro)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sem saber o que postar... sem saber não... completamente sem inspiração... Isso é horrível...

terça-feira, 13 de abril de 2010

....


Dá-me um norte.
Um algo que me aperte, me embarace, me
enlace
num elo que em desespero é o que aperta
e só isso, tão somente isso é o que segura.
Dá-me um "a".
Uma palavra, uma frase bem construída
sinestésica que me aqueça a cada sílaba
e me enebrie em águas salgadas de alegria.
Eu só peço uma oração, uma sentença
que não me puna
nem me deixe assim.
Dá-se apenas.
Doa-se e abre tua alma
joga fora todas as máscaras
te coloca e aloca no meu peito
como me coloquei em tuas mãos.
(Thales Capitani)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dança Comigo

Dança comigo uma dança latina.
Qualquer uma,
vermelha
quente
sensual.
Apenas nós numa pista de dança
madeiras velhas
candeeiros quebrados
ambiente vermelho
orquestra decrépita.
Deixa-me agarrar-te
guiar-te os passos
rodopiar contigo
dobrar-me sobre ti
suspender o tempo
quase beijar-te.
Recomeçar
e repetir
até que os nossos corpos
suados de desejo e de cansaço
rubros do esforço
nos obriguem a parar.
(Ognid)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Volúpia


Quebra este silêncio que me atormenta
sussurra-me teus desejos
invade-me com tua fala
penetra-me com tua poesia
eu te permito
eu te convido
eu te envoco.
Faz de mim tua folha em branco
e me transforma em letras e sonhos
escreve em mim tua história
e através de tua caneta
imortaliza minha alma
me faz explicita
até que nada mais fale
nada mais cale
nada mais falte
nada mais sobre
corpos exaustos
caneta sem tinta
todo o espaço preenchido
por letras e sussurros...
... só então
deixa que o silêncio invada
Este silêncio que nada mais é
que o som da nossa volúpia...
(Ariane - voodeariane.blogspot.com)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Música



"Tu és música, enquanto a música dura..."

Casa Suspeita

"... Talvez eu quisesse ser teu lado mais bonito
a parte da tua história mais repleta, plena
a coisa certa
de uma forma tão serena, tão doce
mas que ao mesmo tempo fosse
selvagem e obscena... "
(Bruna Lombardi)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cantada (Depois de ter você)

" Depois de ter você...
Pra que querer saber
Que horas são
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra quê, que é serve a uma canção
Como essa...
Depois de ter você
Poetas para que
Os Deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas
Para que servem as ruas?
Depois de ter você..."

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Beleza

Eu sou bela, ó mortais! como um sonho de pedra,
E meu seio, onde todos vem buscar a dor,
É feito para o poeta inspirar esse amor
Mudo e eterno que no ermo da matéria medra.
No azul, qual uma esfinge, eu reino indecifrada;
Conjugo o alvor do cisne a um coração de neve;
Odeio o movimento e a linha que o descreve,
E nunca choro nem jamais sorrio a nada.
Os poetas, diante do meu gesto de eloquência,
Aos das estátutas mais altivas semelhantes,
Terminarão seus dias sob o pó da ciência;
Pois que disponho, para tais dóceis amantes,
De um puro espelho que idealiza a realidade,
O olhar, meu largo olhar de eterna claridade!
(Charles Baudelaire)

sábado, 2 de janeiro de 2010

" Quando a luz se apaga
(para nossa festa...)
minha chama se oferece
ao secreto pedido...
Num meio sorriso,
você sopra as velas
do barco do tempo
e, mar a dentro,
me navega..."